Enigma de Bresa


18/01/2011


Beber cerveja todo dia faz bem (Santa Breja gelada!)

Esta grata notícia veio do Blog de Mário...


Como? Beber cerveja TODO DIA faz bem?  Adoro essas notícias de ciência que me tranqüilizam em relação aos meus hábitos (pelo menos durante os poucos minutos da leitura, rs). Para as mulheres são dois copos pequenos da bebida; para os homens, três. A cerveja foi elevada ao status do vinho no que diz respeito aos benefícios à saúde. Um novo estudo espanhol comprovou que tomar uma caneca da bebida por dia combate diabetes, evita ganho de peso e previne contra hipertensão. Além de ter graduação alcoólica baixa, a cerveja contém ainda ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio - nutrientes que protegem o sistema cardiovascular. De acordo com os pesquisadores, o estudo conseguiu banir alguns mitos. Para mim, o melhor foi acabar com o mito da obesidade. Ufa! Os especialistas afirmam que a cerveja tem cerca de 200 calorias por caneca, o mesmo que um café com leite integral. Afirmam ainda que o culpado pela gordura abdominal são na verdade os aperitivos gordurosos, como salgadinhos e frituras, que grande parte das pessoas consome junto à bebida. Contudo, eles lembram que o hábito deve estar associado a uma dieta saudável e a exercícios físicos regulares. 

 

Escrito por Betão às 21h07
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05/09/2010


LUZ DE MINHA EXISTÊNCIA

 

Tudo era solidão...

 

Eu que ando em trevas

não sei mais que sou,

eu que morro a todos os instantes

nas circunstâncias mais absurdas

não sei onde estou.

 

Sua luz, seu fulgor

atraem-me como uma mariposa perdida

na noite escura

e me queima a alma; furta-me, esse amor

lança-me nos torvelinhos do tempo

onde me torno criança, escravo e sonhador,

destarte, todas as loucuras do mundo,

sou feliz, sou teu.

 

Meu coração, este que me atormenta

não quer me ouvir, minha voz acanha, a canção

que entôo baixinho, feito oração,

traduz a sua beleza onírica, eterna paixão,

beleza de tudo, de sonhos e bombons de chocolate.

 

E a alegria me toma

arrebata minha sanidade

e me joga em seus braços macios,

sinto seus cabelos sedosos escorrendo em minha face,

sorvo, absorto, seu sabor eloqüente e doce,

perco-me em seu norte, lanço-me à sorte

não mais me tenho, sou teu, eternamente.

 

Vamos fingir os deleites da vida

nossos sonhos cotidianos, entre amores e feridas,

nada é teoria, apenas prática

erros e acertos nos compondo,

meros seres humanos, em amor, se iludindo

somente amando, seu cheiro profano, este doce veneno,

arrebatando minha alma, me exorcizando

entre suas coxas santas, me perco, acovardo,

pois sua força é única e eu; um ínfimo de coragem,

revelando aos céus este amor que me devora.           

 

Roberto Almeida, 05-12-02

 

Escrito por Betão às 02h40
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02/08/2010


AGNUS SEI

 

Click na letra acima e acesse o site para ouvir a música...

 

Por vezes o poder se esconde em locais a onde menos a gente espera. A música, como um todo, tem um poder impressionante. É fascinante, pelo menos para mim, observar como ela podem provocar reações diversas, instigar atitudes intrigantes, fomentar as mais complexas emoções nos corações humanos. Pitágoras, o grande matemático e místico hermético grego, via na música uma manifestação das forças cósmicas, regentes de todas as manifestações físicas e espirituais no universo.


 

Em mim, certas músicas, causam efeitos impressionantes, estarrecedores. Têm a estranha propensão de me transportar por dentro de mim mesmo, fazendo com que eu transcenda minha humanidade, causando-me fascinante iluminação, temporária, mas eficaz em me apaziguar e equilibrar. Seja ouvindo um bom e velho rock, nacional ou internacional, assim como as poesias musicais de Renato Russo e de Cazuza ou as melodias e letras desconcertantes de Os Mutantes, Secos e Molhados e Caetano Veloso,  ferozes como Lobão e o Camisa de Vênus, místicas e cotidianas como em Raul Seixas, entre outros tantos. Viajo em minhas muitas incertezas.


 

Contudo, esta música, em particular, de João Bosco me conduz a uma viagem há tempos longínquos, registros idos de uma humanidade selvagem e inóspita, onde os fortes devoravam os fracos tal e qual as feras dos circos romanos. E isso me faz refletir. Em que mudamos? O que nos tornamos? Vejo as feras cotidianas se alimentando umas das outras, sem piedade n’alma, nem sequer um resquício de lúcida amorosidade mútua. Rotos e alquebrados, em espírito, nos movimentamos rastejantes no lodaçal emocional que criamos. Arreganhamos os dentes e crispamos nossas garras ao menor sinal de aproximação de outrem, seja quem for. Não mudamos, nem nos permitimos. Alguns loucos insistem em triste comparação, afirmando que somos a imagem e semelhança de um Deus "Perfeito", mas, surdo e mudo às nossas súplicas. Será que o transformamos em um monstro sanguinário e impiedoso, à nossa imagem e semelhança? É angustiante vermos tantas deformidades no caráter humano, como dói sermos e tentarmos ser diferentes em nossas convicções, da grande maioria de seres humanos, todavia, lentamente perdemos tal batalha e como diz João Bosco em certa parte de sua música: “Ah! Como é difícil tornar-se herói, só quem tentou sabe como dói vencer Satã só com orações.” Minhas orações estão se tornando escassas, mas, talvez a música me liberte das feras que habitam em mim... Talvez os ímpios se calem...

 


 

Escrito por Betão às 13h10
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01/08/2010


O mal está em nós, pois estamos calados...

Diabinhos lúgubres

 

Trago os meus demônios calados

como se fossem aluviões

dentro de minha alma,

sedimentos escarnecidos pelo medo;

presos em busca de luz.

 

Estes me são penosos e caros,

distorcem a humanidade dentro de mim

e ferem minha razão,

sou irracional nestes momentos

onde percorro a estrada da maldade,

impiedosamente, empenho a ira

e, destarte as dores da agonia violenta,

emudeço o rancor,

endureço o coração.

 

Olho o mundo, meus olhos vertem cinismo,

rio sarcástico, o que vejo é imundo,

não tem luz, é pus, excrementos e flores

do mal e humano, egoísmo santificado,

por palavras inocentes e calculadas,

tapinhas nas costas e facadas.

(risos, ritos e orações, a face enrugada do corruptor)

 

O mal está em mim, pois estou calado

minha conivência ante os descarados,

egoístas e impiedosos, estes silenciosos,

poderosos até o fim dos dias,

malbarata minha existência,

sou fraco, um demônio com dentes rotos

e coração apodrecido;

o mal está em mim, sou o mal e morro

distante da indignação natural dos corajosos.

 

Roberto Almeida

02-08-10.

Escrito por Betão às 22h17
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As lembranças são enormes caixas vazias...

...a todo instante estamos sendo instados a enchê-las; seja com sonhos,

com medos, penumbras, defeitos, esquisitices, mentiras, desejos e, por

que não, amores imperfeitos. As caixas devem permanecer plenas para

que os motivos de viver não sejam fugazes e incompreensíveis.

 

Lembranças e mentiras?!!?

(As suas e as minhas máscaras)

 

As suas lembranças,

assim como as minhas,

podem nos trair,

podem ser meras ilusões

quânticas ou semânticas,

letras mortas em um livro esquecido

em uma estante qualquer,

de nossas almas.

 

O que você viu ontem

foi passado,

necessariamente não tem que existir,

não tem que ser verdade,

não foi você, nem ninguém,

pois nem sabemos realmente se existimos,

nem sabemos quem somos,

meras e fantasmagóricas cópias carbono dos sonhos de outrem,

esculturas ocas de nossas próprias ignorâncias,

eis o que somos.

 

E quem caminha pelo mundo sonha?

E que sonha o mundo, dominus est?

Quem há de realizar os sonhos,

há de sonhá-los na dor,

há de criá-los em ferro e fogo,

determiná-los no amor;

não temos mais tempo para a plenitude,

a amálgama da carne é o tempo

e ele urge, pois nos devora e consome

por entre as vielas escuras dos anos.

 

Se engana quem crê na vida,

essa que destoa do mundo com arrogância,

cria suas lembranças em desejos minúsculos

tão vida, tão fuga, tão minhas e suas;

nossas existências são falácias míticas,

mortais, perenes e exíguas,

nada além de nossas pretensões.

 

Roberto Almeida

02-08-10.

 

Escrito por Betão às 19h13
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27/07/2010


PARA AGUENTAR ATÉ SEXTA-FEIRA...

Escrito por Betão às 22h41
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26/07/2010


NINGUÉM É TÃO INOCENTE...

SABOTAGE

 

Certa vez eu fiz uma poesia que demonstrava minha indignação diante do brutal assassinato do rapper Sabotage. Tinha lido em algumas publicações que ele havia deixado o “movimento”, termo cunhado para definir tráfico de drogas, e aderido à música como forma de dar vazão aos seus sentimentos. Também havia participado do filme Carandiru, de Hector Babenco, se inserindo cada vez mais no meio artístico.

 

Fuçando a net, como de costume, encontrei uma reportagem que falava sobre o julgamento do indivíduo chamado Sirley acusado de ter matado o Sabotage. Pelos motivos torpes que alinhavaram as vidas desses dois personagens urbanos, constatei aparvalhado que ninguém pode ser considerado tão inocente como se pode acreditar.  Se não aqui, talvez, em outras vidas, nossos comprometimentos nos acompanham e, se não mudamos sinceramente, somos assaltados de forma arrebatadora pela Lei de Causa e Efeito (Ação e Reação), determinadora dos ajustes de transição e aprendizado existentes em nossas vidas.

 

Cobrança

 

Lá se vai a esperança

dita a mudança,

e o sangue esvaiu-se da vida

na calçada mundana

uma história trágica termina.

 

A vingança, torpe resíduo da desesperança

maltrata as almas em desatino

abandona o menino sonhador

transformando vítima em assassino

e assassino em devedor.

 

A cobrança foi feita

destarte as apelações contrárias

as balas singraram o ar

e encontraram guarida

no corpo que à vida abandonava,

eis o ajuste fazendo voz naquela alma.

 

Nas vielas, em ruas escuras

nas manhãs singelas

ou nas noites assombradas,

quem caminha diante da vida

anuncia-se: não é tão inocente,

nem tão pecador devasso,

mas, perpassa a humanidade tão combalida,

abre os olhos e segue sozinho

aguardando seu derradeiro suspiro.

 

Roberto Almeida

25/07/10


 

BIOGRAFIA DE SABOTAGE

 

Sabotage foi assassinado aos 29 anos pelo traficante Sirlei Menezes da Silva, o Derlei, em 24 de janeiro de 2003, com 3 tiros pelas costas. O assassinato teria sido parte de uma briga de quadrilhas em disputa por pontos de venda de droga.

 

Sabotage, que morava na favela do Canão, Brooklin, mudou-se para o complexo Vila da Paz no final de 1998. Ali, na favela do Morro, montou, segundo a polícia, um ponto de tráfico de drogas com o colega Durval Xavier dos Santos, o Binho. Ainda de acordo com a polícia, isso fez com que a quadrilha de traficantes já estabelecida na favela os elegesse como rivais.

 

A guerra entre os grupos aumentou quando Sabotage e Binho assassinaram o chefe do bando rival, Euclides Mendez Pessoa, em 1999. Com a morte de Euclides, o traficante Derlei assumiu o grupo e elegeu Nivaldo Pereira da Silva, vulgo Caçapa, como segundo na hierarquia da quadrilha. Esse, para vingar o assassinato de Euclides, invadiu o barraco de Sabotage, mas acabou sendo morto pelo rapper em dezembro de 1999.

 

Em 2000, para fugir da guerra instalada na Vila da Paz, Sabotage mudou-se para a favela do Boqueirão, e em 14 de outubro de 2004, seu amigo Binho foi morto no Cadeião de Pinheiros 3 por ordem de Derlei, para vingar a morte de Caçapa.

 

Em represália, Sabotage teria executado Denivaldo Alves da Silva, o Vadão, segurança do bando de Derlei, em 9 de janeiro de 2003. Após 15 dias do ocorrido, Derlei, acompanhado de Demilson Alves, o Bocão - irmão de Vadão -, matou Sabotage a tiros quando esse voltava para casa, na Avenida Abraão de Morais, Saúde, Zona Sul de São Paulo.

 

Em fevereiro do mesmo ano Bocão foi morto.

 

11/07/2010 - 11h08

ACUSADO DE MATAR O RAPPER SABOTAGE EM 2003 VAI A JÚRI AMANHÃ EM SP

DE SÃO PAULO

 

Está marcado para a tarde da próxima segunda-feira (12) o julgamento de Sirley Menezes da Silva, acusado de matar o rapper Mauro Mateus dos Santos, o Sabotage, em janeiro de 2003. O julgamento deve acontecer no fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

 

O júri, que estava marcado inicialmente para o dia 28 de abril, foi adiado devido à ausência de uma testemunha considerada fundamental pela acusação. O pedido de adiamento foi feito pela Promotoria. A identidade da testemunha não foi revelada por razões de segurança.


Após a prisão, ocorrida em dezembro de 2004, Silva disse que o crime foi motivado por uma disputa pelo tráfico de drogas, ocorrida anos antes do assassinato. De acordo com a polícia, o acusado controlava o tráfico na favela da Paz, em Interlagos (zona sul), e Sabotage, ao se mudar para a favela, passou a disputar a venda com Silva.


O músico foi atingido por quatro tiros disparados à queima-roupa, por volta das 5h30 do dia 24 de janeiro de 2003, na avenida Abrão de Morais, na Saúde (zona sul de São Paulo), depois de deixar sua mulher no trabalho. A vítima chegou a ser socorrida no Hospital São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.


Com duas passagens pela polícia --por porte e tráfico de drogas--, Sabotage dizia ter sido salvo pelo rap. Pela autoria da trilha do filme "O Invasor", que revelou o titã Paulo Miklos no papel de ator, Sabotage ganhou prêmios nos festivais de Brasília e Recife. O músico também atuou no filme "Carandiru", de Hector Babenco, lançado em 2003.

 

 

Escrito por Betão às 23h56
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14/02/2010


O FIM CAMINHA AO MEU LADO

Não fico sentado, parado, pensando em coisas que não entendo. E muita coisa eu não entendo mesmo. São incompreensíveis o sentido da vida; as mulheres que não escolhem os caras certos; os homens babacas; os chefes babacas e opressores e tudo aquilo que não se tem uma explicação razoável e compreensível, incluindo-se neste grupo as religiões, a morte e a ressaca (sendo a cerveja gelada tão gostosa, porque então a ressaca?).

 

Vou elocubrar sobre a mais fácil: a morte. Todos sabemos que vamos morrer um dia, portanto, receio que seja descabido o medo da morte. O fim se dará e pronto. Não importa em que claras ou negras vestes venha, será morte. A extinção desta minha adorável vida encontra-se ao meu lado, onde quer que eu vá, onde quer que eu ande. E não haverá negociações. Podemos até retardá-la um pouco, contudo é inexorável, se dará.

 

Para os ateus, trata-se da extinção total e inegável da individualidade; viver é morrer todos os dias. Para os crentes (e aí eu reduzo todas as religiões a um só denominador comum, pois cada um acredita no que quiser; explica como quiser, mas a individualidade sobrevive) a morte é uma passagem, seja para o paraíso recheado de virgens, seja tocando arpas com os anjinhos barrocos ou carregando consigo sua Hilux, seu apê de duas ou três suítes juntamente com as suas sete lojas de material religioso de valor questionável; conforme dita a regra as Igrejas Renascer e Universal do Reino de Deus (me livre!). Piada infame!

 

Nós espíritas acreditamos que o espírito sobrevive a extinção do corpo material, mas conheço um monte destes que tem medo de morrer. Até Chico Xavier, baluarte da doutrina, certa vez ao voar de avião e sofrer com a turbulência insistente por que passava, desobedeceu as recomendações de Emmanuel, seu mentor, e pos-se a gritar com os demais passageiros do mesmo vôo. Morrer não é fácil.

 

Nem pra quem vai e muito menos para quem fica. E haja choro. Morreu recentemente um tio meu; a bem da verdade eu não me dava bem com ele, mas ele morreu. Fui ao sepultamento do corpo dele e pude ver os mais variados comportamentos humanos existentes compartilhando aquela situação. Choros, olhos vermelhos, soluços convivendo pacificamente piadas cretinas, sorrisos sarcásticos e falsos moralismos. Tudo muito humano, viu?!! E o defunto ali, esparramado dentro de um caixão, sovado, pleno de flores e com algodões nas narinas. Creio que se ele pudesse, este que fora meu tio, reclamaria muito daquela circunstância inaceitável para ele, é claro. Como não pode, foi afunilado em um buraco na parede que, em breve, será identificado por meio de uma lápide lúgubre e fria. E para quem continua duvidando, este será o nosso epitáfio.

 

Por isto meus claros, claras e encardidos (no sentimento de fraternidade e tolerância!), não adianta perder tempo com babaquices ou rabugices outras, pois o fim é inevitável e atrelado a ele a certeza (ou será dúvida?) que sempre fizemos pouco para a vida que dispomos; pouco ou nada, pois passamos todo o tempo disponível que temos apenas tentando nos impor aos outros, sem diálogo, sem divergências, somente raiva, intolerância e vingança.  Portanto, como a adorável serviçal da vida, nossa inevitável morte, não manda cartões lacônicos desejando boas passagens, convoco a todos que reflitam acerca de suas vidas mesquinhas e tolhidas, sejam ricos ou pobres, negros ou brancos, ateus ou religiosos, pois todos nós igualamos nela, sem distinções (e quando obramos no vaso sanitário - meu avô é que falava assim: eu estou me obrando!) e, independente do enterro, pomposo ou não, vamos virar adubo ou comida de minhoca! 

 

Aproveite para sorrir ou deixar de reclamar; aproveite para fazer uma faculdade ou apenas deixar de ser um escroto; inverta os canais e seja mais complacente com seus próximos e não com você mesmo. Veja se você pode deixar alguma coisa de bom como legado de sua existência fugaz aqui na terra, pois por menor que sejam tais atitudes já valerão a pena de ter tentado se transformar em alguém melhor.

 

A morte é apenas uma companheira de jornada que sempre irá, com toda sapiência, nos reduzir a nossa insignificância. Não devemos e nem podemos ser arrogantes em achar que poderemos ludibriá-la, pois, debalde nossos esforços, ela sempre nos abraçará. E não tem promessa a santo, dízimo pago a pastor e a padre ou oração forte para Dr. Bezerra de Menezes que dê solução para tal visita irrevogável. A terra é para nós...

 

Escrito por Betão às 03h09
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25/05/2009


O QUE É REALMENTE IMPORTANTE???

Não compreendo esta nossa faceta humana que nos impõe o distanciamento da felicidade quando o que mais queremos é nos aproximar dela. Observem: se a felicidade é uma casa, logo queremos dois carros. Quando ela se transfigura numa televisão de 42" LCD, tratamos de desejar um notebook de última geração. Tudo bem que vivemos em um planeta materialista, onde a maior parte das pessoas somente vislumbram sua sobrevivência, contudo, até quando vamos nos permitir apenas a viver e existir em função do que é passageiro, do que tem fim? As religiões deveriam mudar o foco de suas ações, desvinculando-se de uma pseudo salvação e direcionando esforços no sentido espiritualizar mais profundamente as pessoas, de fato e não apenas superficialmente. Ensiná-las a olhar o mundo de uma forma diferente, menos pretenciosa e exigente; fazê-las vivenciar suas difculdades e superá-las já seria um bom começo. Todavia, ainda se embatem nas questões puramente materialistas. Curas de doenças, alívio para depressões, caminho para riqueza, etc. Porque eu tenho que ficar rico? Para que acumular riqueza e poder, se num átimo de segundo tudo pode mudar o rumo de nossas vidas? Estava pensando no empresário paulista que morreu junto com a sua família em um desastre áereo em Porto Seguro, aqui na Bahia, neste final de semana. Quatorze pessoas, ao todo, entre amigos e parentes de uma mesma família. Eis um fato para se pensar e não apenas enxergar o óbvio!


Não importa o que desejamos e o que conseguimos ter, pois nada é nosso de maneira definitiva. A posse é transitória, sempre o e sempre será. Mais vale viver em paz e buscar aprender a apaziguar nossos traumas e angústias, do que tão somente camuflar nossas dores e medos com um celular de último modelo tecnológico. Pode ser até legal, mas não satisfaz. Não quero dizer com isto que teremos que nos alienar das coisas do mundo, de vivê-lo intensamente, não é isso, mas medir a dose na porção certa é o que separa o veneno da profilaxia. E olhar o mundo e as pessoas sem nos sentirmos superiores a todos com certeza já é um passo largo em direção ao verdadeiro entendimento do que é a vida.

 



"Se eu alguma vez vier a ser Santa - serei certamente uma santa da 'escuridão'. Estarei continuamente ausente do Céu - para acender a luz daqueles que se encontram na escuridão na Terra". - Madre tereza de Calcutá -

Escrito por Betão às 21h30
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16/02/2009


SONS AOS OUVIDOS

 

 

Olho-te com olhos de um passado facundo

cujo tempo não irá consumir,

tenho-te com juras eternas de amor

em qual prisão desejo premir meu coração

 

Em teu corpo, onde encontro termo

insinuo meus desejos,

faço brisa de meus pensamentos

e arejo teu hálito melífluo  

com ósculos bafejados de fervor

 

Sou teu sem meios, sem fins

apenas um bardo abobalhado

diante deste espetáculo, que me comove

conjunto perfeito de olhos e boca devoradores,

pernas esguias e mãos macias

 

Eu não possuo mais a minha razão

dela me fiz ausente

para presentear-te com minha alma

plenificada de amor,

com tempero de paixão.

 

Roberto Almeida

16/02/09

 

Escrito por Betão às 20h38
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PESSIMISMO, PENSE NISTO...

 

Para onde quer que eu mire a minha atenção eu apenas vejo desamor, ódio e destruição. A esperança deu lugar ao caos. E eu não consigo reagir. Prostrei-me diante do que me parece inevitável. Em meu coração não habita mais a jovialidade inocente das crianças; tornei-me um adulto temeroso e impaciente.

 

Hoje são três crianças que morreram nas mãos de um anônimo. Ontem, uma professora que encerrou sua jornada aqui na terra diante de um ônibus desgovernado. Uma menina de dezesseis que morre, pois ousou encontrar-se na reta linha de uma bala lançada a esmo.

 

 E o carnaval começa daqui a quatro dias. Drogas, sexo, dinheiro, eis o ritual humano da perfeição. Sorrisos fakes, corpos esculpidos e perfeitos, a ilusão como fantasia inundando os corações e mentes deste planeta, num réquiem eterno ungido de gozos e delícias. Este planeta é um inferno, onde o amor não possui expressão. Matamo-lo todos os dias.

 

A lógica das coisas não mais me alcança. Tenho medo deste mundo e detesto no que ele se transformou. Mas, a responsabilidade deste estado de caos é nossa. Só que não tenho mais forças para lutar contra as maldades humanas. O egoísmo, a vaidade, o orgulho, a ganância se tornaram sinônimo de raiva, ódio, vingança e o espaço entre eles e nós está cada vez mais exíguo. Matamos todos aqueles que acreditaram no amor e nos revelaram sua sublime face.

 

Estou tentando, arduamente, lutar contra pensamentos negativistas para não me contaminar com o pessimismo vigente, natural de todas as circunstancias nefastas paridas dos desejos. Não há mais luz e a morte parece tão desafiadoramente acolhedora. Contudo, quero crer que tanta atrocidade e violência, moral, espiritual e carnal, sejam lúdica transformação. Mais um instante negro de tempestade na história da humanidade, mas que logo se transformará em bonança. Só que dói muito ver tanta beleza escoar ralo abaixo e repousar no esgoto imundo dos interesses e futilidades humanas, cotidianamente, sem que possamos, de fato, determinarmos imediatamente a mudança deste rumo.

 

Devo-me lembrar dos faróis a iluminar as encostas bravias dos mares insurretos. Pequenos, mas perenes fachos de luz aclarando a escuridão em derredor dos navios viajantes. Eis as nossas almas sem fulgor, mas clarificadas pela coragem de alguns poucos desbravadores das almas e pestilências das criaturas.

 

Roberto Almeida

16/02/09

 

Escrito por Betão às 20h12
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O INIMIGO SOU EU, O INIMIGO É VOCÊ

 

Em meus olhos já não mais se refletem a esperança e a coerência

são rasos e opacos  estes vasos de vidro

onde me escondo, por medo de ser quem sou

 

A ilusão me persegue, ludibria e embota minha visão

estou cego por não me ver onde estou

morto, por não mais crer para onde vou

então, que venha a lúgubre e eloqüente exatidão

 

Não são mais meus os doces passos do tempo

debalde os inúteis esforços de acompanhá-lo, entende-lo

não existe satisfação em um futuro exíguo

que nos afasta solenemente dos sonhos, tornando-nos intragáveis

quais infantes insolentes, chorando atenção aos seus desejos

 

Eu nego minha natureza

esta humana maldição

odiosa condição

espargindo sangue e culpa em meu rosto

dor em minha alma

contaminando minha crença com o fel do rancor,

onde estou? Minha voz se cala

onde estou? Ó morte infinita, que lacera o amor imortal,

de todos os que se afastaram de mim

 

E esta sensação arredia de finitude

que permeia as minhas mãos vazias

destituindo-me de brios e, alhures,

a paz que me atormentava

 

Sou pleno, sou vazio

sou um soco certeiro no nada

minhas próprias paranóias infundadas

e este absoluto medo que toma

estou em coma

para arriscar algo mais

 

Ouço o rosnado feroz da vida

esta, que parca, desvencilha-me das certezas

levando-me por suaves prantos de aflição

ao árido deserto de minha retina,

que abandonou-me ante o primeiro estrondo de um trovão;

eis que a morte fez-se tardia

e a vida seguiu seus incertos caminhos...

 


 

Roberto Almeida

16/02/09

 

Escrito por Betão às 19h10
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23/12/2008


AH! ESSES DIAS TÃO DIFÍCEIS

Discussões ideológicas não possuem termo. Nunca vão acabar de fato com as diferenças que existem entre as pessoas, não importando a cor de suas peles, credos e opções, pois essas diferenças são de entendimento, educação e aceitação. Os conceitos são criados para nos diferenciarmos psicologicamente, dividindo-nos em castas, segregando-nos em guetos, classes, tipos, cores (...), etc. Mas, a grande questão é: nós realmente precisamos desta separação?

 

Vire-nos ao avesso e verão que somos iguais, com as mesmas vísceras, órgãos, veias, tendões, músculos e ossos. E, ao morrermos, apodreceremos e seremos esquecidos, não obstante essas ridículas pretensões. A ignorância é a premissa básica dos racistas, sejam eles quem for, venham de onde vier e sejam quais for suas cores prediletas.

 

Na boa, esse papo já deu o que tinha para dar, agora, cabe-nos apenas tomarmos a ação de realizar a redução das diferenças, começando por nós mesmos esta mudança. Não tenham pena, nem, tampouco, zombem de mim porque sou branco, amarelo, vermelho, preto ou porque me expresso de forma diferente e creio de maneira diversa de você, pois, pode até parecer loucura (e não é), mas, talvez, o diferente seja você, que não vê além de sua própria mesquinhez.

 

O amor verdadeiro não possui rótulos, pois, caso contrário, deixaria de ser amor. A beleza existe na diversidade, caso contrário, tudo seria eloqüentemente monótono. O equilíbrio das formas se encontra nas texturas existentes entre a luz e a escuridão, entre o som e o silencio, entre o feminino e o masculino, até que todos eles se mesclem algum dia e gerem outras melodias.

 

Sinto muito, mas este mundo que herdamos é, cotidianamente, construído por nós mesmos e fica esquisito desejarmos um mundo melhor sem tentarmos fazer dele, por nossos próprios méritos, um lugar benfazejo e possível. Oxalá tenhamos sobriedade, vontade, lucidez e bom senso para iniciarmos um entendimento mais amplo sobre as ações que devemos tomar a fim de atingirmos tais objetivos. Nunca é tarde para começar a amar, realmente, esses seres humanos tão diversos e, mais do que nunca, semelhantes.

 

Ω

 

Natal, ano novo, festas, tudo conversa fiada para um ou dois dias específicos, de gastança e comilança, sem as devidas reflexões, onde mergulhamos avidamente em nossos egos e vivenciamos, mais do que nunca, as ilusões do mundo. Contudo, isto faz parte do aprendizado de viver e sorrir, mesmo diante de obstáculos intransponíveis. Não importando quem sou eu ou o que quero, quem eu amo ou odeio, menos ainda no que creio ou consigo ver, pois é certo que continuaremos sendo nós mesmos, independente do que acham de nós. Todavia, ao olharmos, o que nos cerca, com os olhos de nossos semelhantes e sentirmos suas dores e tristezas, suas alegrias e plenitudes, talvez, estejamos dando um passo primordial e importante para mudarmos a nossa própria maneira de ver o mundo, sem nos sentirmos melhores ou piores do que eles, mas, apenas iguais. 

 

 Tá bom, tá bom, vai, feliz natal para vocês...

Escrito por Betão às 18h30
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10/12/2008


AMIGOS: UMA HOMENAGEM

 

Os dias devoram nossas vidas e não nos promete mais que algumas expectativas, quando tentamos realizar nossos sonhos ou, menos certezas, quando percebemos que trocamos tudo àquilo que valia muito por momentos efêmeros de satisfação. Os amigos, nossos amigos de infância, aqueles verdadeiros amigos que, junto a nós, se formaram irmãos nesta jornada, mas que, por fim, seguiram rumos diversos dos nossos. Mas, permanece o afeto e o orgulho de podermos chamá-los de amigos, quiçá, verdadeiros irmãos. Engraçado, somente eles sabem nossos apelidos, nossos pontos fracos, nossas coragens e medos, freqüentes no imaginário infantil. Seguimos caminhando, o destino nos embalando a estrada, nada fácil esta jornada. Contudo, sempre pensamos em nossos amigos fraternos e seguimos em frente, sem temermos nada. Bastava sabermos tê-los que atenuava as dores e os amores deste mundo. O poetinha Vinícius Morais dizia que apenas bastava saber que existiam e o mundo se fazia mais belo.

 

O que proponho é um breve e exíguo reencontro, mas não menos eterno. Algo tão necessário que possui o poder de nos fazer seres humanos mais completos, pois teremos como resgatar, dentro de cada um de nós, a criança peralta, o adolescente sonhador, o homem brando que, depois de árduas escolhas, passou a andar sozinho, sem a companhia dos melhores amigos do mundo. É algo triste de saber e de vivenciar, mas estamos incompletos, pois parte de nossa história vive na memória daqueles que construíram conosco momentos engraçados, divertidos, por vezes tristes, mas totalmente intensos.

 

Pensem; um pequeno reencontro de almas afins, todos nós, que nos elegemos mutuamente como irmãos, família sem laços consangüíneos e não por isto menos forte. Hoje somos adultos, um pouco abobalhados e ensimesmados, pois acabamos por dar valor a circunstâncias que não deveriam ser tão importantes quando se vive ou se tenta viver plenamente. Pode ser que sim, pode ser que não, não quero emitir juízo de valor, mas pretendo amocioná-los a ponto de fazê-los vir ao nosso encontro para resgatarmos o olhar ingênuo que tínhamos do mundo... baba, campeonatos, War, meninas, palhaçadas, molecagens, sacanagens, intrigas e algumas brigas, nada que não pudesse ser resolvido com trocas de olhares ameaçadores. Risos.

 

Passaram-se anos e a sensação de novidade, de reencontro com as pessoas que se criaram, uns aos outros, ainda é algo indefinível. Tive a oportunidade de falar com alguns de vocês e fica o sentimento de que nunca nos afastamos; que foi ontem, poucas horas atrás, onde deixamos as palavras guardadas no baú do tempo e partimos em busca de nossos desejos. Fico feliz em saber, que para mim, vocês são mais que simples amigos; tal sentimento é maior que uma mera e simples amizade. Talvez, talvez, quem sabe, uma fraternidade que transcende os séculos, milênios nessa existência ínfima, corroborando com a frase de Milton Nascimento quando ele diz:

 

Amigo é coisa para se guardar
debaixo de sete chaves, dentro do coração
assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou, ao ver seu amigo partir

 

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
e quem voou, no pensamento ficou
com a lembrança que o outro cantou.

 

Amigo é coisa para se guardar
no lado esquerdo do peito
mesmo que o tempo e a distância
digam não, mesmo esquecendo a canção
o que importa é ouvir a voz que vem do coração

 

Pois seja o que vier, venha o que vier
qualquer dia amigo eu volto a te encontrar
qualquer dia amigo a gente vai se encontrar.

 

Portanto, preclaros, eis a importância deste reencontro, uma reunião de entes queridos e valorosos, que levam consigo as lembranças de momentos únicos, relevantes e inesquecíveis, que por si só já fazem uma enorme diferença. O engraçado é que quando estamos separados nos tornamos vazios e quando estes se somam fica, para mim, mais que evidente a hora de nos reencontrarmos, irmanados numa saudade sem termos, ungidos pelos sonhos, esperanças, diálogos inacabados, picardias juvenis que, sob o meu olhar, permanecem incólumes até os dias de hoje.

 

O tempo passa, não deixem que a morte cotidiana nos consuma vilmente ao sabor de nossas conveniências. Deixarmos para depois tudo aquilo que poderíamos ter feito, usando deste jargão batido, é reverenciarmos a finitude de nossas existências. Não quero e nem vou reencontrar meus amigos apenas nos momentos de dolorosa despedida. Quero reverenciar a plenitude de nossas vidas, por isto, conclamo todos vocês a este reencontro, rebanho de sacanas incomparáveis, mas sacanas. No aguardo.

 

"O passado é história, o futuro é mistério e o presente é Dádiva"

Escrito por Betão às 10h56
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20/11/2008


O QUÃO NEGRA É A MINHA CONSCIÊNCIA?

 

Tergiversar acerca de raça, cor, pigmentação da pele é algo extremamente cansativo para mim. Causa-me espécie pensar que uma pessoa possa ser avaliada e julgada apenas pela tonalidade de sua pele e não pelo seu conteúdo, seus predicados e qualidades. Meu pai era negro, minha mãe é branca e eu nasci miscigenado: marrom, pardo, como queiram. Conheço negros e brancos bons e outros nem tanto. Assim como reconheço que todos os seres humanos, independente de seus adjetivos pejorativos ou não, estão propensos a errar e a acertar, de acordo com suas próprias convicções e interesses. Não sou melhor ou pior por conta da minha cor de pele. Rechaço qualquer tipo de má vontade em ver o que há de bom no ser humano, mesmo quando tudo demonstra o contrário. Sou um otimista ou, pelo menos, pretendo ser. Vejo-nos inseridos na natureza e não à parte dela, por tanto, predispostos a cometer desatinos morais das mais variadas ordens. Contudo, é possível superar esta animalidade natural que permeia nossa herança genética. Somos capazes de perpetrar atos de extrema generosidade e abnegação, basta exercitarmos nossa vontade pessoal e coletiva para conseguirmos mudar a visão limitada que possuímos do mundo, das pessoas e das coisas que nos cercam. A intolerância é um erro gravíssimo e não podemos, nem devemos abster de nos indignarmos diante de fatos lamentáveis e execráveis, todavia, a tolerância deverá ser voz ativa toda vez que a diversidade se fizer presente, venha ela de onde vier, se ela o que for.

  

 

Minha consciência não é negra, nem branca, nem parda. Ela é transparente e reflete as cores que se apresentarem diante de meus olhos. Eu vejo o homem pelo que ele é e representa, sábia ou ignorantemente, na sociedade em que vive e atua. Eu sou a soma de todos os entes que viveram antes de mim para que eu hoje estivesse aqui; eu sou branco, vermelho, amarelo e negro; eu sou um brasileiro.

Escrito por Betão às 17h31
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